sábado, agosto 21, 2004

Prurido: Por que coçamos o saco?

Algumas pessoas se utilizaram da profunda falta do que fazer como fonte de inspiração para teorias mirabolantes. Além de servir de Oficina do Diabo, essas mentes de gênios desocupados criaram a Teoria da Gravidade, A Lei de Lavoisier, o Teorema da Pitágoras e as mais recentes e geniais idéias dos últimos tempos, que são essa coluna e o maravilhoso texto que se segue, baseado justamente no que os homens fazem quando não estão fazendo nada: o prosaico ato de coçar o saco.

Mas, afinal, qual a finalidade desta ação? Isso é lógico: acabar com a coceira. A verdadeira questão reside nas causas dessa comichão escrotal. Dentre estas, veremos as mais evidentes:

Comprimento dos pêlos: não é recomendável deixar crescer o matagal pubiano, pois torna-se volumoso, deixa de funcionar como regulador de temperatura e dificulta a lavagem. Os grossos pêlos mais compridos acabam se enrolando e suas pontas espetam a delicada pele sobre o púbis, o escroto e a virilha; é o que algumas pessoas chamam de "pinicar". Outra péssima idéia é raspar essa cobertura de fios capciosos, pois então as extremidades ficarão mais curtas, pontiagudas e perto da fina cútis, causando coceiras memoráveis e de longa duração, daquelas em que temos que usar as duas mãos e esquecemos completamente as convenções sociais em nome do rápido alívio. Uma modesta aparada, não muito rente, é o suficiente para diminuir a comichão, sobrando só uma coçadinha.

Regulação de temperatura: os testículos não podem ficar dentro do abdômen, como acontece com os ovários femininos, pois a temperatura interna humana é insalubre para os frágeis espermatozóides a longo tempo. Portanto necessitamos do complexo trambolho dependurado, receptor da maior dor que um homem pode sofrer: a bolsa escrotal, conhecida popularmente como saco. Acontece que devido às variações da temperatura externa, a pele desses colhões se estica com o calor típico de meio-dia ao lado do motor do ônibus, ou se contrai ao pularmos em um igarapé gelado na chuva. Esse movimento causa uma esfregação dos famigerados pêlos pubianos; forçando o infeliz indivíduo a dar aquela beliscada, despreocupada mas certeira, com a ponta dos dedos indicador e médio na pele do saco, causando uma agradável sensação de alívio.

Piolhos pubianos: o caso mais "chato", apesar da coceirinha gostosa. É grave, ocorre principalmente pelos seguintes quadros: extrema imundície do cidadão em usar a mesma roupa íntima por semanas sem uma lavagem; contato com putas vagabundas cheias de parasitas sangüíneos vaginais; e a falta de corte, lavagem, ou uma paciente catagem dos pêlos da problemática região pubiana. O Phithirus pubis é específico da área, portanto não se assuste se você tem piolhos na cabeça (de cima), pois eles não representam perigo para sua rôla. Mesmo assim, isso demonstra que você realmente não é adepto do hábito de se esfregar com sabão e água. Alguns cuidados, como uma boa lavagem com sabão grosso, reduzirão bastante seus problemas. Não rôa as unhas, para não levar agentes como chatos e pentelhos à boca.

Previna-se. Assim você poderá fazer com orgulho uma das coisas que nos diferencia das mulheres, a qual elas não conseguirão nem com a maior das revoluções feministas; elas são capazes de fazer de tudo, enquanto isso nós apenas coçamos o saco.

Charlie_Ramone.

Caso você tenha alguma dúvida biológica, complemento ou sugestão, escreva-me, e tentarei atendê-lo:

9 comentários:

Anônimo disse...

Cara, essa análise tão a fundo da incômoda questão da coceira no saco demonstra alguém com profundo conhecimento de causa, ou seja, dá a impressão de que houve uma trabalhosa pesquisa de campo para sair esse artigo. Queria saber quais foram tuas fontes além de ti mesmo.
Do grande amigo e discípulo na arte da capciosidade Raposo.

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar o autor por tão excelente análise de um fato tão comum e ao mesmo tempo tão ignorado da natureza masculina (afinal é um processo natural e, p/ ser sincero, prazeiroso...).Realmente o assunto foi tratado com extremo rigor científico e bastante capciosidade (como já seria de se esperar!).
Devo admitir q me identifiquei com muitos dos tópicos, pois já ocorreram tais fatos comm a minha pessoa. Porém uma dúvida se insinua maliciosamente nesse instante; tamanho igor científico não poderia advir de uma análise puramente pessoal. A questão é teria o autor recorrido apenas a bibliografia sobre o assunto ou fez pesquisa de campo?

do capcioso Carlos Anhangá

Charlie_Ramone disse...

Caros leitores: minha pesquisa é baseada em experiências pessoais, bibliográficas e entrevistas; por isso a identificação com as situações apresentadas é tão evidente. As pesquisas não são feitas de forma intensiva, mas sim pescando informações em diversos setores ao longo de toda minha carreira obscena. Dependendo do tema da publicação vocês terão a oportunidade de perceber qual fonte foi utilizada.

Anônimo disse...

vao todos po caralho seus porcos..lavem os colhoes com agua quente que isso passa..

Anônimo disse...

Caro RAmone, gostei da sua colaboração para com esta expressiva camada da população, "coçadores de saco" - cada dia mais crescente. Quanto a sua carreira deduzo,- com todo repeito - que deva ter se aprimorado literalmente correndo entre um puteiro e outro.

Anônimo disse...

Prezado Ramone, apreciei e muitos os seus dotes literários... parabéns.
Vou dar uma aparada agora mesmo na minha braquiária, pois embora esteja em dia com as práticas de higiene, e apenas pratique a cópula com a parceira de costume, o meu saco tá coçando uma barbaridade desde ontem... vou coçar e já volto...

Anônimo disse...

porra meu saco coça demais e eu nem ligo,meto a mão no saco principalmente na região entre a minha rôla e o começo do meu saco, daí eu coço, coço até parar a coceira, é tão bom q até minha namorada me pega e cõça meus meus ovos..........o melhor é coçar o saco com as pernas totalmente abertas

Anônimo disse...

Foda-se

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.